quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
A venda para a mídia
Eu estava há algum tempo observando o Pedro Bial;e vi a mudança repentina dele.
Gente,ele é inteligente,fez reportagens importantíssimas,abriu os meus olhos para algumas coisas,eu o admirava muito como jornalista,só que ''hoje'' ele deixou a desejar muito.
Ficou tão fútil quanto o programa que apresenta...
Ok...eu era expectadora assídua do reality show há alguns anos...acho que de uns dois ou três reality show;percebi que aquilo não passava de um escravisador mental!
E não é que ,é verdade?!
E sentir tanta alegria,
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia.
Dá valor ao que é banal,
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo, não vejo
Um programa tão "fuleiro",
Produzido pela Globo,
Visando Ibope e dinheiro,
Que, além de alienar,
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro,
Que está em formação
E precisa evoluir,
Através da Educação.
Mas se torna um refém
Iletrado, "zé-ninguém"
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão,
Lá está toda a família,
Longe da realidade,
Onde a bobagem fervilha.
Não sabendo, essa gente
Desprovida e inocente,
Desta enorme "armadilha".
Cuidado, Pedro Bial,
Chega de esculhambação.
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação.
Deixe de chamar de "heróis"
Essas 'girls" e esses "boys"
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval.
Pois tiveram que lutar,
Pra manter e te educar,
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal,
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio,
Porque, quando você fala,
A sua palavra é bala,
A ferir o nosso brio.
Um país, como Brasil,
Carente de educação,
Precisa de gente grande
Para dar boa lição.
Mas você, na Rede Globo,
Faz esse papel de bobo,
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bial,
Nosso povo brasileiro,
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro.
Dá muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade,
Neste momento atual,
Se preocupa com a crise
Econômica e social,
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar, sem engano,
Que, tudo que ali ocorre,
Parece um zoológico humano,
Onde impera a esperteza,
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas,
Sem critério e sem ética,
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética,
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente,
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial:
O que vocês tão querendo
É injetar o banal,
Deseducando o Brasil,
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude,
Que precisa de esperança
Educação e atitude.
Porém a mediocridade,
Unida à banalidade,
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas,
Num espaço luxuoso,
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos”, na piscina,
A gastar adrenalina,
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”,
Deixando o povo demente
Refém do seu poder,
Pois saiba que, "a exceção"
(amantes da educação),
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um "mercador da ilusão",
Junto à poderosa Globo,
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita, no seu labor,
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos,
Que estão nessa cegueira,
Não façam mais ligações,
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo,
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil,
Que em nada contribui
Para o povo varonil,
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor,
Que nós somos os culpados,
Porque, saem do nosso bolso,
Esses milhões desejados,
Que são ligações diárias,
Bastante desnecessárias,
Pra esses desocupados.
A loja do BBB,
Vendendo só porcaria,
Enganando muita gente,
Que logo se contagia
Com tanta futilidade,
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco,
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração,
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…
FIM
Autor: Antonio Barreto
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Arrependimento
Existem coisas na vida das quais eu realmente me arrependo...
Da palavra que eu não disse quando deveria ter dito.
Do problema que deixei de resolver por achar que seria difícil.
Da oportunidade que deixei passar por achar que seria impossível.
Da luta que deixei de travar por imaginar que não valia a pena.
Do sonho que deixei de sonhar para viver a dura realidade.
Das coisas que deixei de aprender por acreditar que não tinha mais a saber.
Das lagrimas que não derramei por vergonha de demonstrar o que sentia.
Do grito que não dei quando estava com aquele nó na garganta.
Do amor que julguei perdido e deixei ir sem lutar.
De ter sido tão superficial quando o que eu queria era ter-me aprofundado.
Do caminho que deixei de seguir por não saber se seria seguro.
Arrependo-me de ter sido tão covarde em não arriscar conhecer o desconhecido.