Acordar de manhã e dar de cara com tais notícias não é fácil.Há notícias que são de amargar.
Estava eu mais uma vez;me arrumando correndo para sair e ouvindo as ultimas notícias;quando me deparei com este assunto.Veja:
Um grupo de defesa dos direitos humanos iraniano alertou que Sakineh Mohammadie Ashtiani, 42, pode ser apedrejada no Irã após receber a sentença de pena de morte por adultério, informa a rede de televisão americana CNN.
Em Washington, o departamento de Estado criticou o anúncio do possível apedrejamento e demonstrou preocupação com a situação dos direitos humanos na República Islâmica.
"Nós temos grandes preocupações de que a punição não está de acordo com o suposto crime. Para uma sociedade moderna como o Irã, pensamos que isto levanta sérias questões sobre os direitos humanos", disse o porta-voz da chancelaria americana, P.J. Crowley.
De acordo com Mina Ahadi, chefe do grupo ativista Comitê Internacional contra Apedrejamento e Pena de Morte, somente uma grande campanha internacional poderia salvar a vida de Ashtiani.
"Legalmente já está acabado, ela pode ser apedrejada a qualquer minuto. Por isso decidimos começar um vasto movimento internacional. Só isto poderá ajudar", disse Ahadi à CNN.
Segundo a legislação iraniana, caso a sentença seja executada, a mulher acusada de adultério será enterrada até a altura do peito e só daí começará a ser apedrejada. As pedras devem ter o tamanho suficiente para causar dor, mas não para matá-la imediatamente, explica a ONG Anistia Internacional.
O artigo 74 do código penal iraniano requer ao menos duas testemunhas quatro homens ou três homens e duas mulheres para que um acusado de adultério seja condenado. No caso de Ashtiani não houve testemunho algum, disse Ahadi.
CHICOTADAS
Em entrevista à CNN o advogado de defesa da suposta adúltera, Mohammad Mostafaei, disse que sua cliente foi submetida a 99 chicotadas até confessar o crime, pelo qual foi condenada em 2006.
Meses depois Ashtiani teria desmentido a confissão. Sua condenação não foi baseada em testemunhos como evidências como determina a lei iraniana mas sim na opinião de três dentre cinco juízes, disse Mostafaei.
O advogado informou ainda que sua cliente não pôde entender os procedimentos judiciais, já que é natural do Azerbaijão e fala somente turco, e não farsi, a língua oficial do Irã.
ANISTIA INTERNACIONAL
A organização de defesa dos direitos humanos indicou à CNN que a maioria dos condenados a apedrejamento são mulheres e sofrem de uma punição desproporcional aos supostos crimes cometidos.
Ainda na semana passada a Anistia apelou ao governo iraniano para que interrompesse as execuções e alterasse todas as penas de morte. A ONG registrou ao menos 126 execuções no Irã do início do ano até o dia 6 de junho.
Agora,me diz uma coisa: ATÉ QUANDO ISSO? E a reportagem ainda falava que,muitos destes maridos inventam tais adultérios para se desfazerem destas mulheres.
Adultério é coisa séria,só que ,nós não estamos debaixo da lei,e sim da graça.Na bíblia relata-se uma situação dessa,e Jesus livrou aquela mulher de ser apedrejada.
Até quando eu terei de ouvir este tipo de notícia???
MISERICÓRDIA DEUS,MISERICÓRDIA DEUS,MISERICÓRDIA DEUS!
Este é o grito que dei hoje pela manhã,ao ouvir este absurdo.É grito da minha alma,talvez seja o grito daquelas mulheres também.
Estou realmente chocada,me desculpem pela notícia,mas não consegui me conter,não consegui conter as lágrimas,não consegui conter a revolta.
Até quando meu Deus?!
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